As comendas constituíam benefícios eclesiásticos atribuídos de início a título provisório a indivíduos regulares ou seculares. Posteriormente tornaram-se definitivas, vindo a ser distribuídas pelo rei indiscriminadamente a clérigos seculares ou mesmo a leigos em troca de serviços prestados pelos beneficiados.
Quem recebia a comenda tornava-se senhor e administrador dos bens da Ordem Religiosa ou Militar, passando a usufruir das verdadeiras vantagens do beneficiado. Em contrapartida, para a Ordem ficava apenas uma pequena parte.
A Ordem de Cristo possuía em Ponte da Barca uma comenda chamada de S. Salvador de Bravães, que, segundo Pinho Leal, era reitoria da Mitra. Teve como comendatário D. Rodrigo Taveira, natural de Vila Real.